Importação de camarão do Equador ainda gera preocupação no produtor cearense
Para debater sobre os efeitos da importação de camarão no
Ceará, o deputado Danilo Forte participou de reunião, na tarde desta
terça-feira (8), com o Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços,
Marcos Pereira. O encontro realizado em Brasília contou com a participação do
presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Camarão (ABCC), Itamar de
Paiva Rocha, e do presidente da Associação Cearense de Criadores de Camarão
(ACCC), Cristiano Maia.
Parlamentar atuante no apoio ao setor carcinicultor, Danilo
Forte chamou atenção para os documentos apresentados pela ABCC nos quais são
apontados os efeitos negativos que podem ser gerados com a liberação da
importação de camarão vindo do Equador para o Ceará. “Existem riscos sanitários
e para a geração de empregos, tanto no contexto industrial como artesanal.
Precisamos investir no nosso mercado, que tem potencial e carece de estímulos”,
disse.
Itamar de Paiva destacou a necessidade da realização de uma
Análise de Risco de Importação (ARI) antes da entrada do produto no país. “Não
somos contra a importação, mas é necessário ficar atento às ameaças que isso
pode oferecer aos produtores, consumidores e aos crustáceos nativos”, explica.
Já Cristiano Maia, revelou que em visitas a outros países
exportadores de camarão “o Brasil é tido como ameaça por ter um enorme
potencial de assumir a liderança do setor. Os produtores precisam apenas de
segurança”, revela.
Ainda no encontro, os representantes das associações falaram
das dificuldades enfrentadas com licenciamento ambiental, com o pouco apoio ao
desenvolvimento de pesquisas, além da insegurança jurídica que dificulta a
atração de novos investimentos.
O Ceará é um dos maiores produtores do crustáceo no país. O
Estado produziu 76 mil toneladas de camarão em 2015, representando 65,7% da
produção nacional. A economia pesqueira brasileira tem na exploração dos seus
crustáceos (caranguejos, camarões e lagostas), a geração de emprego, renda e
meios de subsistência para mais de 20 mil famílias, notadamente nas regiões
Norte e Nordeste.


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