Juiz afasta prefeito e secretários suspeitos de usar decreto para cometer fraudes em Apuiarés
Relatório do TCM apontou que não havia justificativa para que o município decretasse emergência. Fraudes ocorriam em contrato de aluguel de veículos e transporte escolar.
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Fraudes ocorriam também no serviço de contratação do
transporte escolar (Foto: Reprodução)
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A pedido do Ministério Público do Estado do Ceará -
representado pelos promotores de Justiça Jairo Pequeno Neto, André Zech, Breno
Rangel, Erick Pessoa, Flávio Ottoni, Flávio Bezerra e Patrick Oliveira -, o
juiz Francisco Marcello Alves Nobre determinou também o bloqueio de R$ 700 mil
das contas dos envolvidos, o valor total dos contratos com indícios de fraude.
O G1 procurou o prefeito Roberto Sávio
Gomes da Silva para comentar sobre o caso; o servidor da Prefeitura de Apuiarés
que atendeu o G1afirmou que não estava autorizado a falar sobre o
assunto e o prefeito estava ausente.
Investigação
As investigações começaram com um relatório do Tribunal de
Contas dos Municípios (TCM), que concluiu não haver os motivos alegados para a
decretação de estado de emergência pelo prefeito de Apuiarés.
O
TCM já havia informado que iria investigas as cidades que decretaram emergência.
A suspeita é de que os gestores usavam o decreto, o que garante dispensa de
licitação, para facilitar o esquema de fraude. Algumas
cidades desistiram do decreto após saberem que seriam fiscalizadas.
Os prefeitos pedem o decreto de emergência alegando atrasos
e contas descobertas pelas gestões anteriores, além dos efeitos da seca.
Além disso, em diligência no município, foram encontrados
pelos membros do Ministério Público a realização de diversos pagamentos sem o
devido processo legal de despesa pública, indicando prática de montagem
posterior dos respectivos procedimentos.


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