Parasitas encontrados em peixes no Rio Jaguaribe são identificados
Os parasitas encontrados nos peixes possuem como hospedeiro definitivo répteis, aves e mamíferos
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Um dos peixes infestados de larvas encontrados no Rio
Jaguaribe (Foto: Alex Santana/Iguatu.net)
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Os parasitas encontrados nos peixes da espécie Curimatã, no Rio Jaguaribe, na localidade de
Quixoá em Iguatu, interior do Ceará, são do gênero Clinostomum
e causam a doença dos pontos amarelos, que pode resultar na morte
do animal. Espécies deste gênero de parasita já foram encontradas em humanos no
Japão e Coreia do Sul, com localização na região da faringe. No Brasil, houve
registro em várias espécies de peixes de água doce.
O laudo foi concluído nesta semana. O Laboratório Central de Saúde Pública do Estado (Lacen) recebeu no
dia 30 de março, por meio da Vigilância Sanitária de Iguatu (VSI), amostras
de peixes infestados por larvas. Para classificá-los, o Lacen enviou o material
o Laboratório de Inspeção e Tecnologia de Pescado, do Departamento de
Tecnologia de Alimentos, da Faculdade de Veterinária da Universidade Federal
Fluminense, cujo especialista professor Sérgio Carmona confirmou o parasita e o
identificou.
Os parasitas encontrados nos peixes possuem como hospedeiro
definitivo répteis, aves e mamíferos. A espécie identificada pela Universidade
Federal Fluminense costuma ter como primeiro hospedeiro o caramujo. De acordo
com o titular da VSI, o biomédico Samuel Bezerra, essas larvas são encontradas
geralmente em criatórios de piscicultura, desde que exista o caramujo,
considerado uma espécie invasora. Quando não há a presença do molusco, o
parasita penetra no peixe, considerado um hospedeiro secundário, alternativo.
"As larvas contaminam os peixes através de fezes
humanas ou de aves infectadas pela verminose. O homem pode adquirir o contato
com a larva através do banho, onde essa larva sai dos peixes ou caramujo. Não é
recomendado consumir a carne desses animais contaminados, com risco de acometer
o homem. É uma doença rara, mas não é endêmica", comentou.
Até o momento, não houve mais informações de novos peixes
contaminados. Contudo, vale lembrar que a pesca está proibida devido ao período
da piracema, época de reprodução dos cardumes. Samuel Bezerra recomenda não
consumir peixes da região, nem tomar banho no rio, tendo em vista que a larva
pode penetrar a pele humana. Ele afirma que vai entrar em contato com as
Secretarias do Meio Ambiente do município e do Estado para que os órgãos
averiguem a possível presença de caramujos em açudes com criatório de peixes.
LUCAS MOTA


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