Mais da metade dos municípios do Ceará têm epidemia de arboviroses: dengue, chikungunya e zika
Ceará apresenta incidência de 943,5 ocorrências por cada 100 mil habitantes. OMS considera nível epidêmico mais de 300 casos por 100 mil habitantes.
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Mosquito Aedes aegypti, transmissor da zika, dengue e
chikungunya (Foto: CDC/ Prof. Frank Hadley Collins, Dir., Cntr. for Global
Health and Infectious Diseases, Univ. of Notre Dame)
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Mais da metade dos municípios do Ceará – 93 de 184
municípios têm nível epidêmico de arboviroses – dengue, chikungunya e zika - de
acordo com boletim epidemiológico divulgado nesta sexta-feira (19), pela
Secretaria de Saúde do Estado. O número representa 50,53% do total de
municípios com nível epidêmico de arboviroses. A Organização Mundial da Saúde
(OMS) considera nível epidêmico quando uma cidade ou região tem mais de 300
casos da doença para cada 100 mil habitantes.
De acordo com a Secretaria de Saúde, os municípios em
situação mais crítica são General Sampaio (5.536,9/100.000/hab), Catarina
(4.987,9), Baturité (4.096,3), Reriutaba (3.912,3), Milagres (3.725, 4), Farias
Brito (3.448,8), Jaguaribara (3.062,5), Acarape (3.015,0), Tejuçuoca (2.624,4),
São Gonçalo do Amarante (2.623,9), Urouca (2.352,9). No Ceará, a incidência de
casos das arboviroses está em 943,5 ocorrências por cada 100 mil habitantes.
O cálculo foi feito, segundo a Secretaria de Saúde, pela
soma dos casos notificados de dengue, chikungunya e zika dividido pela
população do município e expresso por 100.000 habitantes. A 22ª Coordenadoria
Regional de Saúde – constituída pelos municípios de Beberibe, Cascavel,
Chorozinho, Horizonte, Cedro, Pacajus e Pindoretama – se encontra em situação
mais alarmantes com 1.885,6 casos de arboviroses por grupo de 100.000
habitantes.
Dengue
Em 2017, foram notificados 35.647 casos de dengue no Sistema
de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), correspondendo a uma taxa de
incidência no Estado de 397,7 casos por 100 mil hab., distribuídos em 96,7%
(178) dos municípios. Foram confirmados 8.133 casos em 114 dos municípios. Os
casos confirmados estão distribuídos em todas as faixas etárias, mostrando uma
concentração de 66,1% dos casos nas idades entre 15 e 49 anos, e o sexo
feminino corresponde a 53,8% dos casos.
Entre os municípios com maior incidência de casos,
destacam-se Alto Santo, Brejo Santo, Farias Brito, Iracema, Tabuleiro do Norte
e Jaguaribara. Três pessoas morreram em decorrência da doença nos municípios de
Fortaleza, Maracanaú e Juazeiro do Norte.
Chikungunya
Em 2017, a taxa de incidência dos casos suspeitos de
chikungunya no Ceará é de 530,9 casos por 100 mil habitantes. Em todo o Ceará
foram notificados 47.591 casos, da doença, dos quais destes, 16.185 (34,0% )
foram confirmados e Dos casos confirmados, 10.839 (66,9%) concentraram-se nas
faixas etárias entre 20 e 59 anos e o sexo feminino foi predominante em todas
as faixas etárias à exceção das idades até 14 anos.
Em 2017, foram confirmadas oito mortes por chikungunya,
sendo dois do sexo masculino e seis do sexo feminino, com idades entre 10 dias
e 89 anos, residentes nos municípios de Fortaleza (5), Beberibe (1), Caucaia
(1) e Pacajus (1).
Zika
Em 2017, foram notificados 1.330 casos suspeitos de zika,
dos quais 132 foram confirmados. De acordo com a Secretaria de Saúde do Ceará,
há concentração de 77,4% (1.030) de casos notificados na faixa etária de 15 a
49 anos e o sexo feminino é predominante em 75,8% (1.009) das notificações. Do
total de casos notificados 34,1% (454) foram em gestantes e 2,8% (13) dos casos
foram confirmados. Os municípios do Estado que confirmaram casos em gestantes foram
Brejo Santo, Caucaia, Icó, Independência, Fortaleza, Maracanaú e Uruoca.
Redação Web Rádio Alto Santo


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